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Casos Clínicos

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Uso do FFR na tomada de decisão para a realização de angioplastia coronária: resultado de seguimento de longo prazo. 

Veja mais:
artigo original do FAME TRIAL
editorial do NEJM

Operador: Dr. Fernando Sant´Anna

Instituição: Serviço de Hemodinâmica do SHHC, Cabo Frio, RJ

Histórico Clínico: Paciente do sexo feminino, 77 anos, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica, hipercolesterolemia e tabagismo pregresso (parou há 8 anos). Evoluindo com angina estável (CCS 2) há 4 meses. Há 1 mês progrediu para CCS 3. Realizou teste ergométrico que revelou-se positivo para isquemia do miocárdio, motivo pelo qual realizou cineangiocoronariografia.

Coronariografia:

Figura 1


ACD (Figura 1): calcificada, exibe 2 lesões moderadas ( 50%-60%) em seus 1/3 médio e distal

Figura 2

ADA (Figura 2): calcificada, exibe lesão de 80% em seu 1/3 proximal e lesão de 40% em sua transição médio-distal


ACX: calcificada, exibe discretas irregularidades parietais difusas.
VE: volume diastólico final normal, contratilidade preservada

Decidimos realizar FFR tanto da ADA (fig 3a) quanto da ACD (fig 4).

Tratamos as 2 lesões da ADA, já que ambas se mostraram fisiologicamente significativas (fig 3b) e mantivemos em tratamento clínico a ACD, pois suas lesões não se revelaram graves do ponto de vista funcional. O FFR realizado na ADA após o implante dos 2 stents se mostrou satisfatório, sem evidência de gradientes focais (fig 3c).

Figura 3a
Figura 3b
Figura 3c
Figura 4

Atenção: Caso a visualização das imagens não se de por completo, favor ajustar na janela do pop-up, no canto inferior direito, o grau % de visualização.

Comentários: O FFR,  no caso apresentado, nos informou:

  1. Que esta paciente embora angiograficamente fosse biarterial, fisiologicamente era uniarterial, possibilitando a escolha do tratamento mais apropriado e menos agressivo.

  2. Que a artéria descendente anterior apresentava duas lesões fisiologicamente importantes e não apenas uma. Nesse caso, a lesão proximal mais importante mascarou a importância da lesão distal.

  3. Que após o implante de dois stents na DA a mesma continuava a apresentar um padrão de doença aterosclerótica difusa devendo ser acompanhada de perto através de testes não invasivos.

Evolução Tardia:

  1. Está evoluindo assintomática até o momento (5 anos de evolução).

  2. ECG: continua normal.
    Figura 5


  3. ECO 2D: normal.

  4. Cintilografias realizadas de 2005 a 2008: normais (fig. 5). Até hoje a lesão da CD não progrediu.

  5. Caminha regularmente durante 40 min 3-4 vezes por semana.
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Enviado por FERNANDO MENDES SANT'ANNA
30/06/2009 às 07:39
Pierre, sem querer ser demagogo, se alguém aqui merece ser admirado por tudo que fez pela nossa Sociedade, pela Hemodinâmica no Brasil e no RJ em particular, esse alguém é você. Sou seu fã, e seus elogios sobre meu pequeno trabalho só podem me encher de orgulho e de alegria por merecer sua aprovação.
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Enviado por PIERRE LABRUNIE
28/06/2009 às 11:35
Parabens Fernando. Cada vez que vejo suas apresenteções mais lhe admiro. Pierre
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Enviado por FERNANDO MENDES SANT'ANNA
22/06/2009 às 07:50
Respondendo ao comentário anterior (do Evandro):

Obrigado Evandro. Eu particularmente não tenho experiência quanto a avaliação do FFR em pacientes submetidos à implante de stents farmacológicos. Nos stents convencionais a perda do resultado intrastent após 6 meses não é grande, girando em torno de 7 a 10 mmHg de gradiente. Isso pode fazer com que o FFR fique menor do que o limiar de isquemia ou não, dependendo de quanto era o FFR logo após o procedimento. No stent farmacológico essa perda provavelmente será menor.

O que efetivamente se sabe, pelo FAME trial e outros estudos, é que do ponto de vista clínico o seguimento após 1 ano de pacientes que implantaram stents farmacológicos GUIADOS pelo FFR, apresentaram incidência de MACE menor do que aqueles que implantaram esses mesmos stents guiados apenas pela angiografia.
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Enviado por EVANDRO KARLO PRACCHIA RIBEIRO
21/06/2009 às 13:43
Parabéns pela decisão quanto à melhor terapia para a paciente e pela boa evolução tardia que a mesma se encontra.
Gostaria de saber se com o implante de stents farmacológicos, no seguimento a longo prazo, ao reestudar o paciente com FFR, após a administração de adenosina intracoronária, nota-se alguma particularidade ou diferença qunando comparado à stents convencionais.
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Última atualização 19.06.2009 , por Websaúde
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