IAM com grande carga de trombo .Uso associado de cateter de aspiração, inibidor GPIIbIIIa e filtro de proteção distal
Operador: João Eduardo Tinoco De Paula, Antonio Carlos Botelho Glaucio Mozer,Sergio Maranha e Ana Paula Scher
Instituição: Unicores Linhares-Es
Histórico Clínico: NC, 63 anos, diabético não insulino dependente e hipertenso , foi transferido para a unidade com quadro de IAM inferior e delta t de 10h. Foi feito o uso de AAS 300mg, IECA, nitrato EV, atenol 50mg, heparina EV, sinvastatina 40mg e dose de ataque de 600mg de clopidogrel na chegada ao nosso centro.
Angiografia:Realizado cineangiocoronariografia por via radial com introdutor 6f que mostrou coronária direita ocluida no terço proximal para médio. DAe CX com irregularidades.circulação colateral grau I-II para CD. VE não realizado.
Procedimento: Posicionamos cateter terapêutico Terumo Heartrail II JR 3.5, sendo ultrapassada a lesão com corda guia Runthrough intermediária. Realizamos a passagem do cateter de aspiração de trombos Export (Medtronic). Após a passagem do cateter por 3 vezes, com a retirada de grande quantidade de trombos (foto), foi evidenciada na angiografia de controle a presença de grande carga de trombos em um segmento extenso da CD. Optamos por iniciar o uso de Agrastat e pela utilização do filtro de proteção distal EZ (Boston Scientific). Após o posicionamento do filtro, realizamos o implante de stent Liberte 4.0x32mm , realizado com sucesso e sem lesão residual, sob pressão de 15 atms. Porém, no controle angiográfico foi observada grande quantidade de trombos no filtro, e com distúrbio de fluxo. Optamos pela passagem novamente do Export e retiramos o filtro posteriormente, que mostrou grande quantidade de trombos no seu interior. Angiografia de controle mostrou fluxo coronário Timi 3 e com bom blush miocárdico.
Resultados / Conclusões: Angiografia de controle pós procedimento mostrou sucesso, sem distúrbio de fluxo após o implante do stent.
Comentários: O tratamento do IAM ainda se mostra um desafio a ser vencido, principalmente nos casos com grande carga de trombos, o que leva a distúrbios de fluxo por tromboembolismo para micro circulação em torno de 25% dos casos. Com a introdução de novos dispositivos mecânicos (cateteres de aspiração e filtros de proteção distal) e farmacológicos (inibidores GP IIb/IIIa), o uso concomitante dos instrumentais ainda não foram testados de forma conjunta. Quando analisados isoladamente, os filtros não demonstraram benefício de rotina no estudo Emerald. O uso de cateteres de aspiração manual de trombos mostraram benefícios no estudo TAPAS, com melhora do blush e resolução do segmento ST. Após a utilização do dispositivo com sucesso parcial na extração de trombos, a angiografia mostrava ainda uma carga de trombos importante no terço médio da CD. Porisso, optamos pelo uso concomitante de Agrastat e filtro de proteção distal antes do implante do stent, o que se mostrou muito eficaz por conter grande quantidade de trombos no filtro e não sendo observado distúrbio de fluxo ao fim do procedimento.
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