top of page

Comparação Randomizada de Reserva de Fluxo Fracionado (FFR) e Índice de Fluxo Instântaneo no Período Livre de Ondas (iFR) em Doença Sequencial.

  • 15 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Título Inglês: Randomized Comparison of Fractional Flow Reserve and Instantaneous Wave Free Ratio in Serial Disease.

 

Referência: Li Kam Wa, M, Ezad, S, Modi, B. et al. Randomized Comparison of Fractional Flow Reserve and Instantaneous Wave Free Ratio in Serial Disease. J Am Coll Cardiol Intv. 2025 Jul, 18 (13) 1617–1627.https://doi.org/10.1016/j.jcin.2025.05.033

 

 

Co-autores: Saad M. Ezad, Bhavik Modi, Ozan M. Demir, Jonathan Hinton, Howard Ellis, Kalpa De Silva, Ankur Gulati, MD,e Ranil De Silva, Peter O’Kane, Abdel Douiri, Damien Collison, Nick Curzen, Carlos Collet, Divaka Perera.

Revisor: Rodrigo de Moura Joaquim.

Fundamentos: FFR e iFR identificam artérias que terão benefício de intervenção coronária percutânea (ICP). Os gradientes encontrados no recuo da guia são utilizados com frequência para predizer o resultado fisiológico do tratamento de obstruções mas essa abordagem não é validade, especialmente em cenários de múltiplas estenoses no mesmo vaso (lesões sequenciais) onde há relação entre os fluxos pelas lesões.

 

Objetivos: Comparar a acurácia do FFRΔ iFRΔ e FFRcalc (uma solução matemática para calcular a relação de fluxo entre as lesões) para predizer o resultado da fisiologia após o tratamento da lesão com ICP em doença sequencial ou difusa.

 

Métodos: Pacientes com uma lesão focal e uma segunda lesão focal ou doença difusa segmentar no mesmo vaso foram randomizados para ICP guiada por FFR ou iFR. O recuo das guias de FFR e iFR foram realizados com o operador cego para uma das modalidades. Após a ICP os índices fisiológicos foram medidos novamente. O desfecho primário foi o erro no valor predito de fisiologia após a ICP comparado com o valor atual obtido. Coronariografias e traçados de fisiologia foram avaliados em Corelab central.

 

Resultados: Estudo conduzido em 4 centros do Reino Unido (Estudo SERIAL) onde um total de 87 pacientes foram randomizados FFR (n = 45) ou iFR (n = 42). As medianas de FFR e iFR foram 0.70 (Q1-Q3: 0.62 a 0.78) and 0.81 (Q1-Q3: 0.68 a 0.90) no baseline e 0.82 (Q1-Q3: 0.74 a 0.87) e 0.89 (Q1-Q3: 0.83 a 0.93) após ICP da lesão alvo. O erro predito foi de 12% (6% to 17%) com FFRΔ, 4% (0% to 9%; P < 0.001) com iFRΔ, e −5% (−18% to 8%; P = 0.427) com FFRcalc. Doença residual significative foi Perdida em 36%  dos casos com o FFRΔ, 34% com o iFRΔ, e 14% com o FFRcalc.

 

Conclusões: Tanto os gradientes de recuo do FFR quanto o iFR superestimam o benefício do tratamento da lesão alvo em ICP e podem perder isquemia residual em até um terço dos pacientes. A avaliação de fisiologia deve ser repetida de rotina após ICP de lesões sequenciais.

Comentários


bottom of page