Hybrid vs. Norwood: An Analysis of the NPC-QIC Database to Determine Optimal Approach for High-Risk Single Ventricle Patients
- 2 de jul.
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Autores: Connor P. Callahan et al. Revista: Pediatric Cardiology Ano: 2026 DOI: 10.1007/s00246-026-04166-7
Revisor: Bruna Martinez Sales
Contexto: Recém nascidos com diagnóstico de síndrome do coração esquerdo hipoplásico (SCEH) de alto risco e suas variantes são um desafio para a cardiologia e a cirurgia cardíaca pediátrica. Apresentam piores desfechos devido ao baixo peso ao nascer e prematuridade. O manejo ideal permanece ainda desconhecido. O estudo busca: 1. Comparar a cirurgia de Norwood como primeira estratégia cirúrgica com estratégias híbridas em SCHE; 2. Identificar preditores de futilidade.
Hipótese: A cirurgia de Norwood primária oferece melhores resultados em comparação com estratégias híbridas. O baixo peso ao nascer e outras anomalias podem representar futilidade.
Métodos: Realizado um estudo retrospectivo e revisados os casos de pacientes com síndrome do coração esquerdo hipoplásico de de alto risco (SCEH) e variantes do banco de dados do National Pediatric Cardiology Quality Improvement Collaborative. Foram incluídos pacientes com peso ao nascer ≤2,5 kg ou idade gestacional ≤35 semanas e idade ≤ 30 dias na admissão (N=398). Os grupos foram comparados pela escolha terapêtica entre: cirurgia de Norwood (n=225), procedimento híbrido (banda da artéria pulmonar (BAP) + stent ductal, n=76) e híbrido clínico (BAP e manutenção do uso de prostaglandina, n=77). Houve encaminhamento para transplante (n=1) e cuidados paliativos (n=19). Foram revisados os fatores basais, a sobrevida em 1 ano e a conclusão do segundo estágio do tratamento.
Resultados: A tabela mostra as características basais da síndrome de hipoplasia do coração esquerdo de alto risco. Pacientes que realizaram a cirurgia de Norwood como primeira opção apresentaram maior sobrevida ao longo de 1 ano e chegaram a concluir o estágio 2 (cirurgia de Glenn) quando comparados aos pacientes que foram para estratégias híbridas (tanto hemodinâmica quanto clínica). Em pacientes com peso < 2,1 kg a estratégia se iguala em questão de sobrevida, trazendo resultados muito semelhantes para os grupos cirúrgicos e híbridos. Na análise multivariada, a estratégia híbrida (HR 2,8), a anomalia genética (HR 1,5) e a ECMO (HR: 7,2) foram significativamente associadas à diminuição da sobrevida em 1 ano e da conclusão do estágio 2. O maior peso ao nascer (HR: 1,5) foi associado ao aumento da sobrevida e da conclusão do estágio 2. Pacientes com baixo peso (< 2,1 kg) e com síndromes genéticas associadas apresentam menos de 25% de sobrevivência e com o estágio 2 concluído ao final do acompanhamento.
Conclusões: Pacientes com síndrome de hipoplasia do coração esquerdo de alto risco apresentam melhores resultados após a cirurgia de Norwood como primeira opção. Em pacientes com peso ao nascer inferior a 2,1 kg e anomalias genéticas, tanto a cirurgia híbrida quanto a de Norwood podem ser escolhidas, pois apresentam resultados semelhantes.
Declarações: O peso ao nascer tem importância como um marcador prognóstico. É necessário um aconselhamento familiar individualizado em pacientes muito baixo peso e com síndromes genéticas associadas. Os procedimentos híbridos podem ser ponte estratégica como primeira opção para estabilização do paciente.











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